Depois de anos de rumores, a Apple finalmente mostrou a sua alternativa aos Netbook, o Apple iPad. Fotos (falsas) e mockups já circulam pela blogosfera há anos, e tal como se tem especulado é “um iPhone grande”, com uma versão modificada do sistema operativo iPhone OS. O preço está entre o iPhone/iPod touch mais caro e o MacBook mais barato. Cada dispositivo tem as suas características, aplicações, vantagens e desvantagens, mas … Alguém sabe o que uso prático de um iPad? Nem todos o conseguem ver claramente.

Naturalmente, não tendo passado ainda 24 horas do lançamento, tudo pode mudar e os programadores nos mostrarem novas potencialidades do Apple iPad. Depende também do que futuros SDKs (Software de Desenvolvimento) possam trazer.

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O Apple iPad pode ter várias aplicações, várias abordagens. Um modelo de base do iPad, sem 3G e com pouco espaço em disco pode perfeitamente ser um dispositivo para uso doméstico, e a família inteira pode utiliza-lo para realizar consultas na internet, chats, ver o e-mail, assistir a alguns vídeos do Youtube, ver filmes na cama, ler livros, jogar… tudo por apenas $499 (esperamos que não seja 489€ por cá).

As vantagens são evidentes: Não há tempo de boot, basta desbloquear e pronto. Como um iPhone, o iPad é também concebido de modo que, em teoria, não se tenha de o encerrar. Até, por comparação, o sistema operativo Chrome leva alguns segundos de arranque, já iPad inicia imediatamente. É um factor-chave.

Minha segunda abordagem possível: Quer mobilidade absoluta, e o MacBook Air não o convence? Parabéns, o iPad 3G é seu. Mais barato do que o MacBook Air e muito mais portável e leve. Perfeito caso tenha um Mac no escritório e/ou em casa e precisa de consultar dados, mail, internet, enquanto se desloca de um lugar para outro.

Mas aqui o iPad tem um problema. A maioria das pessoas, principalmente utilizadores Mac, já tem um iPhone associado a um contrato de dados de internet 3G. Será que essas mesmas pessoas podem contrair um pacote de dados adicional para o iPad a um custo mais baixo? O ideal seria partilhar a ligação de dados do iPhone para evitar uma factura mensal adicional, mas dúvido que seja possível, pelo menos nas operadoras nacionais (Optimus e Vodafone), mas vamos aguardar para ver o que esconde o novo SDK.

Outra aplicação possível: O Apple iPad pode ser utilizado como um dispositivo para facilitar o trabalho de uma infinidade de negócios, por exemplo: funcionários de estabelecimentos como restaurantes, hotéis… evitar ter que comprar terminais mais pesados e caros. Quanto ao desenvolvimento de software de Gestão/POS ou qualquer outra coisa do género, acho que os programadores não nos fazer esperar muito para vermos uma solução.

No caso do mercado Português e Brasileiro, onde vejo menos probabilidade do iPad vingar é como leitor de livros E-Books. Primeiro não há grande disponibilidade de E-Book na língua de Camões (até agora) e depois ler um livro sobre o display LED do iPad pode ser muito desconfortável para os olhos, principalmente porque a interface de fundo é branca e, obviamente, acaba por ferir os olhos… mas pode ser resolvido colocando uma cor de fundo mais escura.

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A Apple apresentou uma nova loja online de livros – iBook – tem como objectivo desempenhar um papel predominante no mercado literário online, no entanto, se tivermos em conta a loja online iTunes, no caso dos Filmes e Séries de TV que nunca mais chega a Portugal e ao Brasil, traduzir livros para Português vai demorar ainda muito mais.

A vantagem é que tudo o que a Apple faz, faz bem e duma forma revolucionária. Vamos aguardar e ver a reacção dos próprios utilizadores e a forma como os jogos e aplicações vão interagir com o novo gadget da Apple.

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3 Responses to “Apple iPad, será que vale a pena?”

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